Arquivos nota pública - Associação dos Agentes Penitenciários da Paraíba

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A VERDADE REVELADA SOBRE A NOTA DO PB1

É com estranheza que a AGEPEN-PB recebeu a notícia que, circulava pelos grupos do whatsapp e mídias sociais uma nota de apoio ao diretor do Presídio PB1, bem como seus respectivos adjuntos.
A nota diz falar em nome dos Agentes Penitenciários do Estado da Paraíba, mas sobre isso falaremos a seguir.
A seguir o presidente da AGEPEN-PB Marcelo Gervásio é acusado por ter veiculado acusações levianas sobre os diretores do PB1.
Leviana sim foi à atitude dos diretores, impedindo o acesso de membros da Associação e/ou Sindicato nas dependências da Unidade.
Na seqüência a nota usa acusa a AGEPEN-PB de ataque, e realmente houve, mas por parte da esdrúxula determinação dos diretores do PB1. Ataque ao direito da entidade, e principalmente ao direto dos Agentes Penitenciários da Paraíba, que apenas reivindicam seus direitos, dentre eles de serem respeitados pelo Governo.
O trecho a seguir da nota, vale ser repedido na sua integra para que cada um possa tirar suas conclusões: “Vale destacar que no exercício de suas atribuições constitucionais os Diretores, enquanto detentores de função pública estatais, não perseguem, não intimidam, não extrapolam, mas também não se deixa intimidar principalmente por pessoas que intitulam representantes de categoria, quando na verdade não nos representam”
Dito isso, retomemos ao fato inicial, de que a nota fala em nome da categoria. Será mesmo? Se fosse verdade não nos espantaríamos tanto quando numa simples consulta ao SAGRES, constatássemos salários entre R$4200 e R$6700. Estes valores realmente representam os vencimentos dos valorosos Agentes Penitenciários da Paraíba? Ou são salários dos diretores e detentores de cargos concessionários?
Sendo assim só nos resta perguntar: Quem de fato nos representa? Que interesses realmente estão por trás dessa nota de apoio?

O PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO NO NORDESTE E O FATOR “VIRGOLINO”

Lembro-me, com muito saudosismo, da década de 1990, na qual o nome forte na política do meu Estado Natal e do PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO se chamava Miguel Arraes, ou como o chamávamos, aqui na zona da Mata pernambucana, Dr. Arraes. O grande Miguel era tido como um baluarte da redemocratização. Eu vi Dr. Miguel tocando os programas de inclusão social e um deles ainda vem com muita frequência à minha mente, é o, até hoje lembrado, “Chapéu de Palha” – 80% dos meus amigos de infância necessitavam dele para poder ter esperança de um futuro melhor, as escolas estaduais eram abertas todos os meses em todo o Estado. O velho Arraes ainda é lembrado, no interior do meu estado natal. Poucos políticos foram tão próximos do povo como o Miguel do povo. Percebia-se, na sua voz rouca, uma preocupação enorme com o bem estar do povo, do trabalhador e com a educação.
 

O ocorrido com o “Lampião”, semana passada, vai na contramão do que nós víamos no auge do referido partido, auge este que proporcionou a Eduardo Campos (neto de Arraes) credenciar-se a ser um presidenciável, com chances reais de vitória. Vale ressaltar que, no Governo de Eduardo, o funcionalismo e, consequentemente, o Estado de Pernambuco conseguiu vários avanços – o diálogo com as forças de segurança, mesmo com todos os problemas, era bem melhor. 
Walber Virgolino teve aberto um processo administrativo contra si, por ter expressado sua opiniões em relação à segurança pública do nosso querido Estado da Paraíba. Nos entristece e dói no coração vermos o partido de Dr. Arraes se transformar nisto. O fator “VIRGOLINO” talvez sirva e traga à tona para todo o Brasil o que também vem acontecendo com outros trabalhadores, que estão sendo punidos administrativamente, apenas por expressarem as suas opiniões. Aproveito o espaço para expressar a minha perplexidade pelo fato de tuto isso chegar ao conhecimento do MINISTÉRIO PÚBLICO do Estado da Paraíba e nenhuma providência ser tomada. O que está acontecendo com o Ministério Público? Temos agentes penitenciários sendo punidos por divergências políticas, de modo que não entendo o que acontece com os órgãos de controle do nosso Estado, o silencio é perturbador.

 

Ao Companheiro Ricardo Vieira Coutinho nós temos alguns alertas a fazer: o Senhor começou na luta associativa/sindical, mas, hoje, ignora a todos. Foi tão somente um meio necessário ao poder? O senhor nos usou? É esse mesmo o novo direcionamento de um partido que encantou a minha infância com uma luta verdadeira em prol do povo? Sinto-me traído e decepcionado com o ser humano que abandona a ideologia que o impulsionou e que, hoje, para ele é mais importante o poder pelo poder. Governador, ainda há tempo de remediarmos isso! Nossa segurança realmente deixa muito a desejar. O SISPEN-PB é uma bomba prestes a explodir e o Senhor sabe que deixará um grande problema para o próximo Governo. Proponho um pacto de cooperação e de restabelecimento de atitudes republicanas. A Paraíba é mais importante do que as divergências políticas, é mais importante do que o ego de alguns, portanto sugiro um pacto voltado ao bom diálogo, no qual a missão de melhorar o nosso Estado ficaria acima dos interesses políticos e pessoais. Para findar o texto, gostaria de lembrar que, historicamente, todo governante que é ruim e persegue funcionários públicos tem graves dificuldades de se reeleger ou eleger sucessor. O seu governo tem no máximo 8 meses, faça algo diferente, ainda dá tempo.

 

Marcelo Gervásio Moura da Silva
Presidente Executivo-AGEPEN-PB

REUNIÃO PARA APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE LEI ORGÂNICA

 

A AGEPEN-PB vem a público informar que a comissão de negociação, formada pelo diretor da Agepen-PB  André Marinho e representantes da categoria, se fará presente na reunião com o Secretário de Administração Penitenciária Wagner Dorta e a Secretaria de Administração Livânia Farias, para a apresentação do Projeto de Lei Orgânica, que ocorrerá amanhã às 10:00.

 

AGEPEN-PB