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AGEPEN-PB e AGEPEN-BRASIL se manifestam juntas contra o injusto e manipulador discurso do presidente da associação dos delegados da Paraíba

Inúmeras Incoerências e Manipulações no Discurso de Steferson Gomes Nogueira, Presidente da ADEPDEL

 
   Trata-se de um vídeo de aproximadamente cinco minutos que circula nas redes sociais, onde o presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraíba, Steferson Gomes Nogueira Vieira, tenta manipular, com inverdades ESTRATÉGICAS toda a classe de profissionais da Segurança Pública do Estado da Paraíba.
 
   No vídeo o presidente da associação dos delegados faz algumas afirmações, entre elas ele cita: uma possível discrepância de tratamento entre as polícias (tendo o sistema penitenciário sido beneficiado), cita também o fato de um agente penitenciário (mostrando total desconhecimento da mudança constitucional) em final de carreira ganhar R$ 1.500 a mais do que um agente de investigação nas mesmas condições, fechando com “chave de ouro” o mesmo vomita INVEJA descabida quando afirma que “não vamos deixar que outras instituições avancem como avançaram e nós ficamos para trás”.
 
   É preciso rememorar um pouco do histórico da ADEPDEL, sem a necessidade de ser um grande historiador, ou cientista político, lembramos bem de como era a postura da referida associação no governo anterior, sendo tão próxima, mas tão próxima que alguns integrantes recebiam por plantões extras sem ao menos precisar trabalhar. Hoje, a remuneração de um delegado de polícia no Estado da Paraíba gira em torno de R$ 22.000 (vinte e dois mil reais), esses sim, nos últimos 8 anos  obtiveram ganhos reais, com um acréscimo salarial de quase 200 %.
 
   Hoje, o policial penal da Paraíba, com mais de 30 anos de serviço, com no mínimo uma pós-graduação latu senso, TEM A POSSIBILIDADE de receber como remuneração bruta R$ 7.000 (sete mil reais), um salário menor do que um policial penal do Estado do Piauí faz jus em início de carreira. No entanto, reconhecemos o esforço do Governador João Azevedo, vem mostrando está aberto ao diálogo e cumpridor da palavra dada em campanha, acreditamos está no início de corrigirmos uma injustiça histórica de 90 anos para com o sistema penitenciário.
 
   Nos chama a atenção neste cenário algumas estranhezas, entre elas, o fato de a ASPOL, entidade com legitimidade para representar quase 80 % dos policiais civis, contando com alguns delegados como associados e não está presente nas mesas de negociações. Não observamos em nenhum momento um mínimo esforço da ADEPDEL para que a ASPOL se faça presente dialogando com o Governo. Está evidente que uma das reais bandeiras da associação dos delegados é evocar para si, algo que nunca possuíram, que é a legitimidade para representar todos os policiais civis da Paraíba.
 
   As associações dos policiais militares e outras associações de policiais civis, sempre estiveram conosco na justa luta por avanços e melhorias, no entanto, ficamos impossibilitados de juntar forças com quem até há pouco tempo calou-se quando alguns policiais civis respondiam processos administrativos pesadíssimos tão somente por se mobilizarem (ver links abaixo). Enxergamos claramente a tentativa de manipular o expectador menos atento, para mais tarde usar como capital político (a suposta representatividade) numa reaproximação com o Governo, onde só eles (como príncipes) colhem os louros.
 
   Deixamos claro que vislumbramos como justíssima a luta dos policiais militares da reserva para a incorporação da Bolsa Desempenho dos inativos, assim como, respeitamos e apoiamos a luta dos investigadores da polícia, escrivães e peritos da polícia civil. No entanto, alertamos aos senhores sobre essa tentativa de manipulação, não sejam massa de manobra de quem historicamente nunca olhou além do seu umbigo.
 
   Com muita luta, esforço, perseguição e lágrimas os policiais penais da Paraíba conseguiram um PCCR, que ainda não é o ideal, mas é sem dúvidas um avanço. REPUDIAMOS tal comportamento que só causa desunião e celeumas no meio da segurança pública, no mais, nos colocamos a disposição de todos os companheiros e companheiras que sempre lutaram por dias melhores, no entanto, estaremos sempre de olhos abertos para vermos de longe quem deseja nos tratar como massa de manobra, e menos ainda, quem deseja utilizar-se da DEISNFORMAÇÃO para “pagar” de falso herói.
 
AGEPEN-PB
AGEPEN-BRASIL
 
Publicado orignalmente em Tribuna Penitenciária News

Agente de Segurança Penitenciária: Profissão de Risco

A insalubridade é caracterizada quando colaborador fica em contato com agentes nocivos à saúde durante a sua jornada, seja pela natureza, intensidade ou tempo de exposição acima dos limites tolerados.

Existe uma norma elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a Norma Regulamentadora nº 15 – atividades e operações insalubres, que determina quais são os agentes nocivos e os respectivos grau de tolerância. Os mais comuns são os ruídos, as radiações ionizantes e os agentes químicos e biológicos.

Então com base nas condições de trabalho e das unidades prisionais da PB, o Agente de Segurança Penitenciária quando está exercendo sua atividade de acompanhamento de presos encaminhados ao trabalho ou à escola, à enfermaria, à educação física ou ao fórum, revista de celas, recolhimento de roupas de cama e limpeza de locais reservados às visitas íntimas dos presss, com sangue, preservativos e dejetos orgânicos, medicações fornecidas aos presos deixados por familiares ou mesmo fornecido pelos serviços de saúde Municipal, Estadual e Federal, estamos sujeitos diretamente ao risco de contaminação por doenças de vários tipos e graus como: micoses, escabioses, parasitoses, infecções bacterianas, tuberculose, outras doenças pulmonares, hepatite, meningite e AIDS. Também corremos um alto risco quando escoltamos presos ou os custodiamos nos hospitais, além de tudo como se nossa atividade por só já não fosse tão arriscada, a SEAP não nos fornece equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados para nossas necessidades, disponibilizando apenas em alguns poucos casos luvas de procedimentos na hora da revista que não são suficientes para reduzir o risco biológico.

Nosso maior exemplo desse descaso, são as custodias em hospitais de infecto-contagiosos do tipo do Complexo Hospitalar Clementino Fraga” estendendo-se o atendimento à pneumologia sanitária e dermatologia sanitária, concomitantemente o SAE- Serviço de Atendimento Especializado, que é mantido pela Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba, onde se quer recebemos máscaras para escoltar ou custodiar presos com seu estado clinico de enfermidade avançado ou mesmo presos em fase terminal.

Lamentável.

 

Preservada a autoria.